Hulk esmaga os Vingadores! THE IMMORTAL HULK: THE GREEN DOOR

Um Hulk monstruoso enfrenta os Vingadores em histórias que parecem de terror

Um Hulk monstruoso enfrenta os Vingadores em histórias que cabem num gibi de terror

Al Ewing e Joe Bennett continuam as melhores histórias do Incrível Hulk em muitos anos, trazendo inovações à já conhecida fórmula de mostrar o Dr. Bruce Banner como foragido, viajando pelos Estados Unidos e se metendo em confusões enquanto tenta evitar de ser descoberto por amigos e inimigos do passado. A tônica agora é de terror.

O exército continua à caça do Hulk, desta vez por meio da assustadora Base Sombra, um laboratório secreto que vem realizando experimentos para criar outros seres como o Hulk e colocar o original sob controle para experimentos. Mas, antes que possam capturar o monstro criado pela radiação Gama, os Vingadores surgem para tentar capturá-lo. E é um massacre.

Já vimos confrontos entre o Hulk e outros heróis no passado, mas poucos tão violentos e impactantes quanto o mostrado neste volume, a ponto de parecer que a equipe de heróis vai levar a pior. O Hulk bate, soca, chuta e esmaga seus inimigos sem misericórdia, em quadros impressionantes valorizados pela arte de Bennett. A destruição generalizada causada por ele também é digna dos melhores filmes catástrofe já produzidos. Além de tudo, este é um Hulk diferente daquele do passado: o monstro verde agora se mostra dono de uma inteligência maligna e uma língua ferina que ataca seus inimigos tanto fisicamente quanto verbalmente. Uma bela união de roteiro, diálogos e desenhos.

Também impressionante é o que acontece depois, quando o Hulk é preso pela Base Sombra e é literamente esquartejado para que possam ser realizados experimentos em seus orgãos. São sequências incômodas, que só reforçam a impressão de ler um gibi de terror.

O terror é tanto, aliás, que fica claro que esta foi a proposta inicial de Ewing: mostra o Hulk num contexto de sangue, tripas, corpos decepados, espinhas dorsais arrancadas e pessoas aterrorizadas com os acontecimentos ao redor delas e que não podem controlar. Um exemplo do tom dantesco é o que acontece com o Homem-Absorvente (que, não, não adquiriiu seus poderes ao ser mordido po um você-sabe-o-quê radioativo), vítima de um experimento que supostamente o deixará tão poderoso quando o Hulk, mas a quem acontecem coisas terríveis.

Outra subtrama que continua é a do pai de Banner, o responsável por inúmeros traumas na vida do jovem Bruce, e que agora volta como uma figura sobrenatural para causar o caos e se vingar do filho por sua morte. O final do volume é, o gancho criado pelo roteiristas, é apropriado ao melhor que a literatura recheada de monstros, demônios e fantasmas já nos mostrou… e é exatamente o que esta série é. Uma ótima representante da literatura fantástica que há séculos é capaz de arrepiar nossos cabelos.

The Immortal Hulk: Volume Two – The Green Door (2018, Marvel Comics)
Autores: Al Ewing e Joe Bennett
136 páginas

Nota: 8 nerds (de 10) 😎😎😎😎😎😎😎😎


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